Dormir bem é vital: Dia Mundial do Sono reforça alerta global

Com mais de 70% dos brasileiros afetados por distúrbios do sono, especialistas destacam que qualidade do descanso é tão importante quanto alimentação e atividade física

No próximo dia 13 de março, o mundo celebra o Dia Mundial do Sono, iniciativa anual da World Sleep Society que visa destacar a importância de um sono saudável para o bem-estar físico, mental e social. Em um cenário em que metade da população mundial relata algum problema relacionado ao sono e milhões de pessoas convivem com distúrbios que afetam qualidade de vida, o alerta é claro: dormir bem não é luxo, é necessidade de saúde pública.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou os distúrbios do sono como uma epidemia global, afetando entre 40% e 45% da população mundial, incluindo dificuldade em adormecer ou manter o sono, fragmentação do descanso e baixa satisfação com a qualidade do sono obtido.  No Brasil, segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 72% dos brasileiros sofrem com algum tipo de distúrbio do sono, como insônia e apneia, que impactam diretamente o dia a dia e a saúde geral.

A ciência é unânime: a boa qualidade do sono está associada a uma melhor função imunológica, melhora do humor, capacidade cognitiva e memória, além de reduzir riscos de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes. As horas recomendadas variam por faixa etária, já que adolescentes, adultos e idosos têm necessidades diferentes, mas o mais importante além da quantidade é a qualidade do descanso, ou seja, um sono contínuo e reparador.

De acordo com Dr. Cleydson Lucena, médico otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, oO sono não é apenas um período de descanso, mas um processo ativo em que o corpo e o cérebro se regeneram. “Quando negligenciamos a qualidade do sono, temos consequências que vão desde queda de rendimento no trabalho e nos estudos até maior vulnerabilidade a doenças. Por isso, entender e cuidar da saúde do sono é tão crucial quanto cuidar da alimentação ou da atividade física. Por isso é importante reforçar a importância de hábitos cotidianos, que podem fazer grande diferença na qualidade do sono, como manter uma rotina regular de horários, evitar o uso de telas antes de dormir e criar um ambiente calmo e escuro no quarto”, afirma.

No caso de pessoas que roncam, o problema pode estar relacionado à apneia obstrutiva do sono. “Quando a pessoa sofre muitas interrupções do sono, com um ronco muito alto, constante e que acontece todas as noites, ele pode ser um sinal de alerta para a apneia obstrutiva do sono, já que há momentos de parada respiratória. O problema também pode levar a doenças cardiovasculares como hipertensão, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca, AVC, diabetes, distúrbios cognitivos e neurológicos. Além disso, segundo especialistas, ele fica em terceiro lugar no quesito ‘separação de  casais’, perdendo apenas para infidelidade e problemas com finanças”, explica Cleydson

By Redacao

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