Alexandre de Moraes determina prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro

A defesa do ex-presidente havia solicitado a Moraes que o ex-presidente cumprisse sua pena de 27 anos e três meses em casa

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, neste sábado (22). Ele está detido na superintendência da Polícia Federal, em uma decisão motivada pela “garantia da ordem pública”.

Ex-presidente Jair Bolsonaro é preso por decisão de Alexandre de Moraes

O filho mais velho de Bolsonaro, Flavio, havia planejado uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente para a noite do sábado.

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado reservada para autoridades como presidentes da República e outras figuras públicas de alto escalão. Salas onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer também estiveram detidos.

A prisão não marca o início do cumprimento da pena de reclusão. A defesa de Bolsonaro alega não ter recebido a decisão do STF que determina sua prisão.

Em comunicado, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pelo STF.

Em 11 de setembro, por 4 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal condenaram Bolsonaro e sete aliados por crimes diversos, entre eles organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Ex-presidente Jair Bolsonaro é preso por decisão de Alexandre de Moraes

A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado, mas as prisões não são imediatas, pois ainda cabe recurso da decisão. Somente se os recursos forem rejeitados é que as prisões poderão ser efetivadas.

No dia anterior à prisão, a defesa de Bolsonaro havia solicitado a Moraes que o ex-presidente cumprisse sua pena em casa devido a problemas de saúde. O pedido de recurso ao STF também foi mencionado.

Condenados

Além de Bolsonaro, outros condenados incluem personalidades como Walter Braga Netto, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Alexandre Ramagem. Mauro Cid, que colaborou com as investigações, já cumpre pena em regime aberto.

By Notícias Alagoas

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