Problemas financeiros nas prefeituras são atribuídos pela CNM a programas federais
Itens como material de escritório, produtos de limpeza e até mesmo o cafezinho estão em risco. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelou que quase um terço das prefeituras estão atrasadas com o pagamento de fornecedores.
Prefeituras enfrentam atrasos no pagamento de fornecedores
Do total de 5.568 municípios brasileiros, gestores de 4.172 cidades diferentes participaram da pesquisa. Destes, 1.202 (28,8%) afirmaram estar com atrasos nos pagamentos aos fornecedores, enquanto 2.858 (68,5%) estão em dia com suas obrigações fiscais. Os outros 112 (2,7%) não responderam a essa questão.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, aponta que o aumento do endividamento das prefeituras se deve a programas federais que elevaram as despesas locais. Ele destaca a preocupação com o momento crítico atual, gerado pelo aumento do endividamento previdenciário e salarial, sem aumento proporcional na receita.
O déficit arrecadatório tem sido um problema recorrente, com a maior parte da arrecadação indo para os cofres da União, deixando os municípios com poucos recursos para cumprir suas obrigações financeiras. Políticas como o piso salarial dos enfermeiros, o Mais Médicos e a implantação de escolas em tempo integral são apontadas como fatores que contribuíram para o endividamento municipal.
Décimo-terceiro garantido na maioria das cidades
A pesquisa mostrou que o pagamento do 13º salário para os servidores está assegurado em grande parte das cidades, com 98% dos gestores afirmando estar com a folha salarial em dia, incluindo dezembro e benefícios adicionais. O adicional de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em dezembro foi crucial para o pagamento do 13º salário em 94,7% dos casos.