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27 Sep

Entendo o suicídio em jovens

 Desde 2014 setembro foi escolhido para ser o mês da campanha de combate ao suicídio. O Setembro Amarelo tem como objetivo debater sobre o tema e prevenir o problema. O maior desafio é conscientizar a sociedade que problemas como a depressão, que está diretamente associada ao suicídio, é uma doença e deve ser tratada como tal. 

Cerca de 800 mil pessoas se suicidam por ano no mundo. A cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio entre os menores de 15 anos é incomum e antes dos 12 é raro. Mas pré-adolescentes cometem suicídio e isso não deve ser ignorado. A maioria dos suicídios se dá entre jovens maiores de 14 anos, principalmente no início da adolescência. Entre pessoas com idade de 15 a 29 anos, essa é a segunda causa mais comum de morte. No Brasil, 32 pessoas se suicidam por dia. 

O apoio familiar e as relações sociais são essenciais. Uma das formas de prevenir o suicídio é incentivar o jovem a acreditar em si mesmo e ouvi-lo. O jovem precisa ser incentivado a falar sobre seus conflitos. É papel do adulto ouvir sem julgamento, lidando com o sofrimento desta pessoa e suas questões com seriedade, sensibilidade e respeito. Ouvir o adolescente e entender os seus anseios é vital. 

A ideação suicida nem sempre dá origem ao suicídio, mas ela é um fator de risco. Diversos fatores normalmente interagem antes da ideação se tornar comportamento suicida. Com frequência existe um distúrbio da saúde mental e um evento estressante que incentiva o suicídio. Esses eventos podem ser morte de um ente querido, caso de suicídio na escola, perda de namorada (o), crise no ambiente familiar, humilhação por pessoas próximas, bullying, insucesso escolar. Invadido por forte angústia, sentimento de incompreensão e solidão e que é incapaz de decidir sobre o futuro, o jovem pode dizer que sua morte seria um alívio para todos e que ele é um fardo. 

Insatisfação com a imagem corporal, isolamento social, impulsividade, presença de transtornos mentais, desentendimentos com colegas, ruptura de relacionamentos afetivos, humor deprimido, perda de interesse em atividades antes prazerosas, mudança no apetite e/ou sono, expressões autodestrutivas e desleixo com cuidados pessoais são sinais de alerta e possíveis causas. Uso de drogas que podem provocar transtornos psicológicos e o estilo de vida em que se dorme cada vez menos (com repercussões químicas no cérebro) podem ser fatores. Deve-se atentar para a natureza multifatorial do suicídio. É um equívoco buscar uma única causa a um fenômeno tão complexo. 

É fundamental que profissionais de saúde, pais e educadores fiquem atentos aos sinais. O encaminhamento da criança ou adolescente com tendências suicidas a profissionais qualificados como psicólogos e psiquiatras pode salvar uma vida!

Joselma Seixas é Psicóloga do Instituto Muita Saúde

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